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Resident Evil | Crítica

Sdds projeto Alice

Resident Evil

ESTE ARTIGO NÃO CONTÉM SPOILERS

Publicado por: Lexrenato

Baseado na já tão estabelecida franquia de jogos, Resident Evil (série), é uma nova adaptação produzida pela Netflix em parceria com a Capcom. Agora, alguns anos depois do incidente em Raccoon City, a Umbrella recomeça seus testes com T-Vírus, enquanto as irmãs Billie (Siena Agudong/Adeline Rudolph) e Jade (Tamara Smart/Ella Balinska), buscam desvendar os mistérios que rondam a companhia e seu pai, Albert Wesker (Lance Reddick).

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Pois bem, indo diretamente ao ponto que incomoda os fãs, a adaptação da Netflix destrói quase que completamente tudo que foi pensando na franquia, e em uma vibe que consegue ser pior que o famigerado "projeto Alice", a série parece rir da cara daqueles que a fizeram uma franquia de sucesso. De certo que é sim compreensível a busca por novos públicos, no entanto, isso jamais deve ser feito deixando sua base já consolidada de fãs totalmente escanteada.

Anos e anos se passam e a indústria de filmes e séries insiste em desconstruir um determinado jogo, olha só, bem na produção baseada neste jogo, e isso é algo surreal de se pensar. Hollywood e os produtores estadunidenses no geral tem um problema grave que precisa ser urgentemente refletido. Os fãs devem sim serem levados em consideração, e em uma onda que os amantes tiveram peso determinantes em produções (como Liga da Justiça de Zack Snyder e Sonic), não dá para entender o que a Netflix queria ao achar que estes não são importantes. Enfim, mais uma vez esperando que a lição tenha sido aprendida…

Resident Evil

Só que Resident Evil não é ruim só por ignorar seus fãs, a série é problemática em muitos aspectos da produção. Em interpretação, por exemplo, só conseguimos ver boas dinâmicas em dois personagens; Wesker e Evelyn (Paola Núñez), que quando apareciam, faziam com que eu esquecesse totalmente que estava vendo alguma produção de nível B. Quanto às protagonistas, as irmãs Billie e Jade, em suas versões jovens as personagens são chatas e desagradáveis, o que faz com que você não se apegue a nenhuma delas, no futuro não passam do aceitável. E quanto ao resto? bem é o resto...

Enquanto isso, a Netflix em um lampejo genial (contém ironia), decidiu fazer de Billie uma cópia da cantora Billie Eilish, o que queriam com isso? Sei lá, não ligo mais.

Certo, ok, mas e a lacração? Ao constatar o verdadeiro horror que é a série, muitos por aí levantaram a bandeira de que a produção é ruim pois a Netflix se preocupou muito mais em lacrar do que com um roteiro coerente, por exemplo. Mas, sinto informar que isso não é verdade, existem sim discussões sobre temas LGBTQI+, só que estes são lidados de forma superficial, sem peso na trama em si, o que desmonta o argumento de conservadores de plantão. Além das interpretações já citadas que são quase que puramente amadoras, a série falha também ao construir uma trama envolvente. Você não liga por exemplo, para onde Jade está querendo ir, você não sabe direito o que ela quer, você nem se quer entende a razão de tudo aquilo. É uma onda de furos que causa inveja em qualquer queijo suíço. Logo, interpretação, tema, construção de roteiro, personagens cativantes, cenas de ação…, estes sim são os problemas, pois tudo isso está muito aquém de uma produção de qualidade.

Bem, como eu não quero passar o dia inteiro escrevendo sobre isso, encerro esse artigo recomendando que não perca seu tempo com a produção. Resident Evil está agora entre as piores adaptações baseadas em um jogo, o que me fez pensar se não fomos duros demais com Paul W. S. Anderson (diretor do projeto Alice).

AVALIAÇÃO: 2.0