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The Old Guard | Crítica

The Old Guard

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS!

Artigo escrito por: Rosária Rosalie

Procurando um filme para uma tarde agradável? The Old Guard conseguirá lhe proporcionar isso. O longa, sob a direção de Gina Prince-Bythewood, não faz feio no que os filmes baseados em hq's trazem como base a qualquer público que busque se entreter de imediato. A Netflix não trouxe inovação e talvez nem mesmo a quisesse, apenas quis estrear o rosto gracioso de Charlize Theron em suas produções.

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A primeira impressão que temos é a de já termos assistido algo assim, cenas de ação que orbitam em torno de lugares já conhecidos como Marrocos e alguma disposição geográfica qualquer da Inglaterra, além de uma ou outra leve menção de setores de inteligência e espionagem russa, exército, conflitos e discrepância de cultura. Já se entrarmos no âmbito da fantasia, da figura de herói desbravando o mundo com tragédias familiares e se maravilhando com seus poderes, pode passar pela cabeça do telespectador a produção Jumper de 2008, que ainda pode ganhar adaptação para a televisão. Pois é, mais uma clássica jornada do herói.

Já nos primeiros minutos, a jovem Nile é pega de surpresa ao saber que aparentemente é imortal, isso não a apetece pois por mais sedutor que a jovialidade eterna possa parecer, a impossibilidade de dividir essa alegria com os entes ou de levar uma vida normal a entristece. Uma reflexão é levantada no filme sem saber ao certo se a direção buscava uma crítica ou apenas uma menção, que é o fato de não se poder salvar o mundo como é de costume nessas histórias fantasiosas, parecendo assim ser na verdade perturbador para os personagens carregarem a sina da imortalidade.

Infelizmente o longa perde força quando entra no ponto alto, bem onde os personagens são pegos em momentos de tensão. A justificação breve de possível uso dos protagonistas para pesquisas científicas não gera muito impacto na trama, talvez pelo subgênero de heróis não conversar sempre bem com a categoria sci-fi, pois os elementos da categoria exigem camadas que precisam ser tratadas com cuidado, para assim poder gerar interesse e despertar satisfação com o resultado. A partir da especulação de uma possível queda do grupo, já podemos prever o provável desfecho e isso acaba deixando um vazio na história, como se faltasse aventura ou algo mais crucial que realmente gerasse preocupação pelo destino deles.

Charlize Theron

Claramente Charlize Theron é o que temos de mais atrativo na obra, pois a atriz consegue sempre arrasar com suas interpretações, dando um peso ainda mais crível a tudo que acontece. Podemos dizer que a moça carrega o filme nas costas.

Para além disso, o longa tenta exaltar o feminino, trazendo o protagonismo de duas mulheres que mostram suas forças. A obra também instiga a reflexão sobre a perseguição recorrente ao gênero ao longo de qualquer era.

É fácil se conectar com o The Old Guard, pois traz diversos elementos gráficos convidativos aos nosso olhos, no entanto, traz consigo também um roteiro pouco desafiador, e que esbarra muitas vezes em clichês típicos da ação. Os minutos passam e o longa vai caindo na monotonia, enquanto você aguarda por um desfecho que já espera ser apenas corriqueiro.

AVALIAÇÃO: 3.0