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Dark (3º temporada) | Crítica

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ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS!

Publicado por: José Renato
 
Finalmente chegou a tão esperada terceira e última temporada de Dark, série que tem feito muito sucesso na Netflix. Recentemente noticiamos que a produção foi escolhida a melhor série do serviço de streaming, confira notícia aqui.

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A princípio, é possível perceber que a obra alemã se manteve ao mesmo nível das temporadas anteriores. Ao escolher saltar entre mundos e tempos diferentes, Dark continuou tão complexa como antes (para alguns até mais), o que dá aquele gostinho de a cada episódio ficarmos criando as teorias mais absurdas possíveis.

Com uma ambientação bastante sóbria, a produção mescla entre as angústias dos personagens sobre algo científico mas que beira ao sobrenatural, com as angústias de temas mais reais, como traição, gravidez inesperada, e todo tipo de drama familiar. Está aí um ponto importante de ser destacado, além de ser sobre a temática de viagens no tempo e entre dimensões, Dark é também sobre família, algo que ajuda a nos envolver ainda mais com o seu enredo.

A escolha de fazer já uma última temporada, deu aos criadores a chance de encerrar todos os conflitos e nós estabelecidos, o que geralmente deixam as séries mais interessantes com os diversos plots solucionados em uma temporada. Dark porém, segurou algumas soluções e adicionou novos mistérios até mais ou menos a metade, ou seja, cerca de 4 episódios, o que foi dando mais peso para cada desfecho. Infelizmente teve uma situação ou outra que a explicação foi um apelo ao deus ex machina, um artifício do qual o momento não parece verossímil até mesmo dentro da própria realidade da produção. Para ser mais específico, o momento em que Cláudia comenta ao Jonas/Adam a explicação do terceiro mundo, e em como resolver o ciclo em que estão presos, no entanto, esses momentos não são graves o suficiente para estragar a imersão, que ainda continua muito boa.

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Dark consegue manter também a ambientação quase que gótica, com cenários grandiosos e um sentimento depressivo vindo das próprias paredes dos locais visitados. Essa seriedade com que tudo é tratado, faz com que mesmo situações que poderiam ser engraçadas, passem longe da percepção do grande público.

Com mais destaque nessa temporada, a personagem Martha (Lisa Vicari), consegue incrementar ainda mais a aventura, pois agora vemos ela e Jonas (Louis Hofmann), tentando solucionar os problemas vezes em duplas, vezes sozinhos, deixando tudo mais dinâmico.

Já para dar um ar de frescor, além do terceiro mundo inserido através das dimensões, a série inclui também um novo personagem (conhecido na comunidade como Infinito, já que não foi batizado na série), que ganha bastante destaque nos primeiros episódios. Infelizmente seu potencial é desperdiçado quando que aos poucos ele vai sendo esquecido. De qualquer forma foi mais um acerto dos produtores.

O encerramento não poderia ser diferente, é praticamente poético sugerir que o ciclo ainda se manteve, ou seja, que as situações continuarão acontecendo, mesmo que de outras formas ou em outros momentos. Dark não revoluciona com sua terceira temporada, mas se mantém estável o suficiente para agradar aos fãs e se encerrar com chave de ouro.

AVALIAÇÃO: 4.0