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Você conhece esse filme? “Cubo”

Cubo
 
Escrito por: Fabiane Bastos
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Foi indicação da atendente da locadora (olha eu entregando a idade!), que me levou a este título canadense na época de seu lançamento, lá no final dos anos de 1990. Era meu primeiro encontro com uma obra que usa horror e ficção científica para, estimular o espectador a analisar e criticar o mundo fora do filme. Esse tipo de produção se tornou mais frequente ao longo dos anos 2000, com títulos como Escape Room, a franquia Jogos Mortais e mais recentemente com o fenômeno da Netflix, O Poço.

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Aliás foi este último que trouxe Cubo de volta à minha mente, eu resolvi revisitar, e consequentemente indicar o filme, que só chegou ao Brasil direto em home-vídeo, na época do VHS. E por isso, passou despercebido por muita gente. Então, é hora de conhecer Cubo. Vem tranquilo, é sem spoilers.

Sete pessoas acordam em uma instalação formada por vários ambientes cúbicos conectados. Sem informações sobre como ou porque chegaram ali, sem conhecer seus companheiros de prisão, estas pessoas precisam se unir para desvendar o mistério e tentar escapar deste labirinto/prisão. E claro, para ficar mais interessante, muitas destas salas têm armadilhas mortais. Habilidades, capacidades sociais, história pregressa, personalidades, preconceitos de cada indivíduo, são os elementos que tornam o desafio mais interessante. Tanto para desvendar o mistério, quanto para desenvolver a relação entre eles. Conforme, lideranças, conflitos e ajustes entre os prisioneiros se desenrolam, nós acompanhamos um recorte em pequena escala de nossa sociedade. Levados ao limite, pela situação, não demora muito para mostrarem o melhor e o absurdamente pior da humanidade, bem como para oscilar entre estes extremos.

Ao mesmo tempo que constrói várias camadas de interpretação, o longa pouco se preocupa em explicar para o público o desafio. Sabemos o mesmo, e as vezes até menos, que os personagens, facilitando nossa empatia e envolvimento com a situação. O que é o Cubo? Para que serve? Quem o criou? Porque estas pessoas são escolhidas? Os prisioneiros até levantam algumas hipóteses baseadas em suas experiências crenças pessoais, assim como nós espectadores provavelmente o faremos. Mas explicação definitiva não há, estimulando ainda mais debates, que vão desde quem são os responsáveis pelo experimento, até o motivo para a produção escolher não os apresentar. As metáforas e paralelos com a sociedade, combinados com o horror e suspense, destacaram a pequena produção canadense das demais obras do gênero, que logo ganhou o status de cult. E quando falo em pequena produção, é pequena mesmo, sete atores, um cenário, apenas vinte dias de filmagem e orçamento limitado. Provando que uma boa história não precisa de muito para ser bem contada. 

Cubo

Dirigido por Vincenzo Natali (que atualmente assume a direção de séries de sucesso como Westworld, Deuses Americanos e Perdidos no Espaço), Cubo foi lançado em 1997, e ganhou uma continuação e um prequel. Cubo 2: Hipercubo (2002) e Cubo Zero (2004) tem diretores diferentes, e tentam expandir o universo e pegar carona no sucesso do primeiro filme. Entretanto, perdem em qualidade e originalidade. Em outras palavras, são dispensáveis.

O original, no entanto, é item obrigatório para o bom cinéfilo. A temática pode soar repetida para quem o conhece hoje, após muitas produções semelhantes. Se este for o seu caso, vale lembrar, foi Cubo quem influenciou todos estes títulos. Particularmente, acho que a produção envelheceu muito bem. Apesar de um ou outro efeito especial mais datado, não perde em impacto, muito menos em relevância dos temas que escolhe abordar. Se você gosta de ficção cientifica, suspense e terror, é uma sessão que vale a pipoca!

Ficou curioso? Cubo, Cubo 2: Hipercubo e Cubo Zero estão na Amazon Prime Vídeo. Já conhecia? Conta pra gente, sua análise do filme!