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The Witcher (1º temporada) | Crítica

The Witcher

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS!

Como já disse algumas vezes, a Netflix tem investido cada vez mais em produções originais, pois a concorrência tem ficado muito acirrada. Como cada vez menos dinheiro vem sendo gasto em licenciamento para outras empresas, esse dinheiro pode ser redirecionado para essas próprias produções, que claramente tiveram um salto de qualidade se compararmos obras de 5 anos atrás por exemplo. 

The Witcher foi baseada em uma série de livros de mesmo nome, porém a fama da franquia veio através de uma sequência de jogos lançados pela CD Projekt RED. Essa crítica trata apenas da recente obra lançada pela Netflix.

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VISUAL:

Todo o figurino da serie é excelente, emulando bem uma ambientação medieval. O destaque fica para a armadura de Geralt, que o personagem usa na maior parte do tempo, a vestimenta é sóbria e bastante semelhante a utilizada nos jogos da franquia. 

Quanto aos efeitos visuais, eles derrapam uma hora ou outra, mas não o suficiente para incomodar (o maior incômodo tive nos dragões), no geral as criaturas estão bem realistas e bem inseridas no cenário, interagindo bem com os personagens reais. Destaque para a direção de fotografia, que algumas vezes proporciona cenas belíssimas. 

SONS:

Aqui tudo está apenas OK, bem na média de outras produções, tendo apenas alguns deslizes nos grunhidos genéricos das criaturas, que são aqueles que todo mundo usa.

A trilha sonora porém é bem mais interessante, tomando conta totalmente de algumas cenas, vale a pena ouvi-las em separado. 

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ROTEIRO:

Nos primeiros episódios é possível que você se sinta incomodado, já que são muitas informações e quase nada é explicado. Dessa forma a serie se torna confusa, o que me fez pensar na necessidade de conhecer as outras mídias da franquia (jogos e livros), no entanto, da metade para o final as tramas vão se esclarecendo e fluindo cada vez melhor. 

A forma como a direção escolhe contar a história, mesclando entre o passado e o futuro dos principais núcleos, dá um tom bastante elegante. Infelizmente o fechamento não traz um clímax tão interessante, salvo apenas pelo encontro dos arcos dos personagens. 

INTERPRETAÇÕES:

Henry Cavil (Geralt de Rivia), não se destaca muito, passa praticamente a serie toda amargurado, ou “sentindo nada” como alguns personagens sugerem, mas é importante salientar que é exatamente isso que se espera do Bruxo.

Freya Allan (Cirilla Fiona), é a parte chata, seu arco não traz quase nenhuma cena interessante, e aos poucos fui perdendo o foco na personagem. Toda vez que ela aparecia a serie ficava massante. Freya até se esforça, mas não consegue ir muito longe. Ao menos há a promessa que Ciri será mais brutal na próxima temporada. 

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Anya Chalotra (Yennefer de Vengerberg), é de longe a atriz mais inspirada, suas cenas tem peso e a moça consegue mesclar muito bem entre a menina frágil e a mulher empoderada. Seu arco indicava apenas um apoio amoroso ao protagonista, no entanto seus atos foram tomando forma e ganhando cada vez mais espaço, agora a moça é um dos pilares. Além disso seu fechamento foi o mais notável.

The Witcher não é esplêndido, o início é lento e alguns personagens são chatos e descartáveis, porém a série foi aos poucos se encontrando, e conseguiu trazer ótimos episódios - principalmente os últimos. Resta torcer por uma segunda temporada ainda melhor, pois já foi confirmada pela Netflix.

NOTA DA SÉRIE: 7,5

“Às vezes, o melhor que uma flor pode fazer é morrer.” - The Witcher.