Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (Pllano Geral)

ESSE ARTIGO NÃO CONTÉM SPOILERS!

Com um título no mínimo peculiar e que remete a várias histórias separadas, o filme Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, chegou trazendo um caminhão de clichês, mas que foram tão bem apresentados que você vai se divertir fácil. 

Algo que talvez você ainda não refletiu, é que clichês não são necessariamente ruins. Mesmo você supondo ou compreendendo o que vai acontecer nessa ou naquela cena, a forma como ela é conduzida é o que realmente importa. Os filmes muitas vezes não querem distorcer o clichê, ele sabe que está te apresentando um, porém, quando a direção escolhe gravar uma cena dessas de forma faz bem-feita, você se quer lembrará dessa crítica. É o que acontece aqui, a direção de André Øvredal no geral consegue deixar a cenas bem encaixadas, por vezes até simples, mas boas de serem vistas. 

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Me surpreendeu bastante em minhas pesquisas, descobrir que a obra teve participação e autoria de Guillermo Del Toro, um gênio das criaturas horripilantes. Ao meu ver ele não estava tão inspirado assim como em outros trabalhos (O Labirinto do Fauno, A Forma da Água e etc.), porém as criaturas ainda estavam acima da média, e isso acontece principalmente por preferirem efeitos práticos, ao invés do bom e velho CGI. 

Ainda é possível ver a influência de Del Toro em algumas discussões de cunho social, mas que infelizmente são tratadas da forma mais superficial possível, o que dá um gostinho de mal aproveitamento da trama. 

O roteiro traz uma premissa um pouco diferenciada, o que dá personalidade ao longa, no entanto essa personalidade é muito diluída ao escolherem representar personagens clichês (o valentão, a boazinha, os amigos nerds, o policial mal), e isso agrega a obra ainda mais superficialidade. Outro problema que me incomodou é que o longa não parece estar totalmente aceito com o seu gênero de terror, já que tenta suavizar algumas cenas, deixando-as mais leves principalmente através de cortes. 

Talvez tenha sido escolha da direção ou da própria produtora, não dá para saber, mas seja quem foi que escolheu esse caminho não parece ter escolhido certo. Apesar de tudo isso, o roteiro é bem amarrado e dificilmente deixa alguma ponta solta – ao menos não consegui identificar nenhuma ou seja, se você é alguém que consegue aceitar tranquilamente a breguisse daqueles personagens, com certeza irá se divertir bastante! 

NOTA DO FILME: 6,5 

“Quem comeu o meu dedão? Quem comeu o meu dedão?”. Assista lá e descubra foi... 

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