Eli (Pllano Geral)

ESSE ARTIGO NÃO CONTÉM SPOILERS

Ultimamente a Netflix tem deixado seu catálogo cada vez mais robusto se tratando de filmes de terror. Infelizmente, como bem já sabemos – quantidade não é sinônimo de qualidade – e isso ficou bem claro com esse lançamento da plataforma. 

Eli é uma obra de terror estadunidense de 2019, que trata resumidamente de um menino – Eli (Charlie Shotwell) – que tenta se curar de uma doença autoimune e que para isso seus pais recorrem a um tratamento “alternativo”. Com um orçamento baixíssimo de apenas US$ 11 milhões, a obra não esconde que pouco dinheiro tinha para gastar, e o diretor Ciaran Foy, apenas reproduz os clássicos do gênero, como jumps scares mal encaixados e o velho truque do sonho. 

A princípio, Rose (Kelly Reilly) e Paul (Max Martini), pais de Eli, o levam para o suposto tratamento em uma mansão, que reproduz mais uma vez a fórmula de casa mal-assombrada. Nos dois primeiros atos é realmente isso que acontece, porém, com aproveitamento quase zero do estabelecimento – você conhecerá 3 ou 4 cômodos daquele lugar enorme. 

A fotografia é a básica, tudo escuro nas cenas de fantasmas para esconder o baixo orçamento, e o resto é bem... apenas o resto. 

O filme até consegue segurar sua atenção quando escolhe focar em seus mistérios, como o tal tratamento que está sendo realizado, ou o porquê de os fantasmas estarem ali, no entanto as soluções aleatórias vão apenas te distanciando da produção. 

Muitos diretores buscam encaixar plot twists em suas obras como se fosse um atestado de filme inteligente, o que é um grande erro. O plot aqui é tão mal construído que praticamente nada faz referência ao desenrolar da trama. No momento em que assistia me pareceu que duas pessoas diferentes escreveram o roteiro separados e nenhum dos dois leu o pedaço do outro, apenas juntando tudo no final, o que é uma ideia plausível, já que foi escrito não por duas, mas sim por três pessoas distintas. É tudo tão aleatório e broxante que o sentimento vigente não ia nada além de uma bela decepção. 

Eli é mais uma obra para encher catálogo e te fazer se arrepender de ter escolhido esse filme ao invés de ter visto desenho. 

NOTA DO FILME: 5.0 

Apesar de não ter gostado, espero que a Netflix continue investindo no terror, pois apesar dos problemas que venho observando, ainda continua sendo o meu gênero favorito. Um abraço!

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