Godzilla (Pllano Geral)

ESSE ARTIGO NÃO CONTÉM SPOILERS!

Chega nas telonas mais uma aventura da criatura colossal mais amada pelos seres humanos. Godzilla, que já tem tanto filme que até me confundo, trouxe dessa vez o maior desafio que ele já pode enfrentar.

Em uma continuação direta de Godzilla (2014), pela primeira a criatura agora faz sentido dentro de um universo mais expandido, é expandido ao ponto de por várias vezes o King Kong ser citado no longa, o que é um prelúdio para mais uma obra em que os dois prometem se enfrentar.

Com um elenco de peso, Millie B. Brown – a Onze de Stranger Things -  Vera Farmiga e Charles Dance, os diretores quiseram fazer do filme algo além de “apenas” briga de monstros e destruição, porém o tiro saiu pela culatra, já que o envolvimento de mais humanos fez a obra ficar um tanto quanto arrastada, e mesmo com um elenco central tão talentoso, os mesmos não foram capazes de dar profundidade suficiente para seus personagens. Vera Farmiga (Drª. Emma Russell), é a que chega mais próxima disso, no entanto, logo joga todo o desenvolvimento de sua personagem no lixo com mudanças repentinas nas atitudes da mesma, uma bela forçada de roteiro.


O CGI está um deleite, em sua maioria as cenas são graficamente fantásticas de serem assistidas, e toda aquela destruição coreografada faz com que fiquemos abismados com um trabalho tão visualmente bonito, menos os momentos em que a criatura Rei Ghidorah – antagonista principal – aparece mais focado, o que denunciava claramente a sua animação, de resto todos os outros estão impecáveis.


O terceiro ato traz realmente uma batalha interessante, típicas da grandiosidade das criaturas, uma pena que não tenha conseguido fugir das conformidades do seu gênero. 

Infelizmente o filme oferece muito mais do que entrega, com situações muito inverossímeis dentro do próprio universo – como quando destroços caem a todo momento e o personagem principal nunca é esmagado – me incomoda ainda a tentativa do roteiro de fazer drama com sacrifícios baratos.

Ainda com um orçamento entre US$120 a US$200 milhões, o longa arrecadou apenas cerca de US$385, o que é consideravelmente baixo devido as suas proporções. O filme não conseguiu levar muita gente ao cinema e isso pode ser em decorrência de um marketing mal utilizado, (por que até eu demorei para ficar sabendo da existência do longa), assim como também a má escolha de lançar em um momento inoportuno, já que Vingadores: Ultimato praticamente consumiu todos os clientes.

NOTA DO FILME 6.8

Eu quero muito saber como um primata gigante vai conseguir lutar com uma lagartixa milenar feita de energia nuclear. Fica aí a curiosidade.

0 Comentários