Sentido da vida (Pllano Geral)

Você já pensou no porquê estaria nesse mundo? Já teve aquele questionamento de qual seria o sentido da sua vida? Pois é, eu também tive...

Bem, não sei exatamente se deveríamos procurar algum sentido, pois para algumas pessoas, a vida não necessariamente precisa de um, no entanto, é natural que sintamos esse ímpeto por respostas.

O sentido mais comum, que geralmente é o mais aceito, é o sentido religioso. Para muitos, o sentido das suas vidas está totalmente vinculado a crença, a uma missão que Deus teria lhes dado. O Brasil é um país extremamente religioso, principalmente religiões de base cristã, e isso faz com que para muitas dessas pessoas, a vida é apenas uma passagem. Deve-se seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, arrependendo-se dos seus pecados, para aí sim poder chegar ao reino dos céus.

A Eudaimonia é outra opção. Tal estado é o que conhecemos como felicidade, um momento de plenitude completa. O problema dessa opção é que aprendemos com a maturidade que a vida é uma montanha russa, existem vários momentos de felicidade e vários outros de tristeza – claro que essa montanha russa pode compensar mais para um lado dependendo do indivíduo. É aquela analogia de altos e baixos, que vivenciamos nos nossos estados de humor. Compreender que temos esses momentos, já é um grande passo para superarmos os estados de tristeza, porém, nem sempre será o suficiente. A felicidade absoluta é utópica e abstrata – perdão aos estoicos.  

O que acontece quando se encontra o crânio de Yorick?

Nas ciências biológicas, tal sentido pode ser compreendido na criação de variabilidade genética. O sentido da vida é então o ato da reprodução. Lembre-se que organismos como vírus e bactérias se adaptam aos outros organismos vivos, logo, as células usam do método reprodutivo para que sua espécie não seja extinta, criando a variabilidade. Devemos nos conformar então com “apenas” a sobrevivência? Talvez.

Já em outra via, e de uma forma generalizada, há os que acreditam que o ser humano pode necessitar de motivação a seus atos para não se sentirem perdido, para não sentirem aquele vazio que por muitas vezes nos assola. Aqui então, o sentido da vida pode ser entendido como um conjunto de valores próprios e crenças pessoais, algo como multi-subjetivo.  

O sentido da vida não é de fácil definição, há um mar de abrangência, e cada um de nós seres humanos, atribuímos o que queremos e o que acreditamos. Existem aqueles que não estão preocupados com tal questão, e esses talvez estejam mais próximos da eudaimonia.

Podemos nós aceitar o 42?